16 Jul

A Fundação SOS Mata Atlântica realiza um bate papo online com o cantor Lenine por meio da comunidade Conexão Mata Atlântica. A idéia é promover uma conversa descontraída sobre as andanças do artista pela Mata Atlântica e sua paixão pelas orquídeas. O evento acontece dia 21 de julho, quarta-feira, às 15h, com transmissão ao vivo na comunidade. O evento é gratuito e pode ser acompanhado através do site http://www.conexaososma.org.br.

Basta se cadastrar na comunidade Conexão Mata Atlântica (www.conexaososma.org.br) e confirmar a presença (virtual) utilizando o RSVP presente na página do evento. No dia e horário do bate-papo, acesse a página AO VIVO para conferir a transmissão simultânea da conversa. Quem quiser também poderá ajudar a entrevistar o Lenine, enviando as perguntas antecipadamente por texto ou por vídeo, na comunidade ou participando do chat durante o evento.

A Conexão Mata Atlântica surgiu do desejo de formar uma comunicação mais ativa com todas as pessoas que se interessam por questões ligadas à sustentabilidade e assim promover a comunicação entre estas pessoas e criar uma rede onde possam trocar informações e ganhar conhecimento.

Para estimular esse intercâmbio de conhecimentos, são realizados eventos virtuais sobre os mais diversos temas. No evento inaugural, por exemplo, foi entrevistado Pedro Passos, fundador da empresa Natura e vice-presidente da SOS Mata Atlântica, que discorreu sobre a importância e expectativas para a Conexão Mata Atlântica. Em seguida, Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica falou, diretamente de Brasília, sobre as alterações no Código Florestal. No dia 22 de junho, Aretha Medina, coordenadora do Programa Clickarvore, falou sobre os 10 anos do Programa e suas modificações. E, no último dia 08, Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação, Mariana Machado, coordenadora do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica e Monica Fonseca, coordenadora de Serviços Ecossistêmicos da Conservação Internacional que participou via chat, falaram sobre as Reservas Particulares: ações, resultados e desafios. Todos os vídeos dos eventos estão disponíveis na comunidade, caso você não tenha acompanhado.

8 Jul

Geografias mudam. Alguma dúvida? Então vejamos. Alguém, nos anos 80, diria que a China se tornaria uma das maiores potências econômicas do planeta ou que a Índia seria grande exportadora de tecnologia? Ou que a América do Sul sediaria os dois maiores eventos esportivos do mundo em uma mesma década?

Mesmo no território brasileiro,vocações de regiões, estados e cidades mudam sem nenhum tipo de constrangimento. No passado, as religiões de matriz africana estavam mais ligadas ao Rio de Janeiro e Bahia. Hoje o cenário é diferente. E o maior exemplo é Bauru, no interior de São Paulo.A cidade que tem 360.000 habitantes e cujo lema é “ Sentinela Alerta”, apresenta-se como um importante pólo irradiador da cultura afro-brasileira e da tolerância religiosa. Se a lei municipal 10.639, aprovada em 2009, dedicou o dia 15 de novembro à comunidade umbandista de Bauru, o UmbandaFest evento de cunho cultural e educacional que existe há 5 anos e recebe a cada edição centenas de pessoas de todas as regiões do Brasil foi o grande responsável por inserir a cidade paulista no cenário religioso.

Todas essas conquistas são resultados de um trabalho persistente e planejado do babalorixá Ricardo Barreira que carrega como credenciais o fato de ser Umbandista, Sacerdote do Templo de Umbanda Cacique Thunan,Fundador do Instituto Sócio Cultural Umbanda Fest e Presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo “Reino de Oxalá”.

Aos 32 anos,esse paulista, pai de duas meninas, é também palestrante e apresentador de rádio. O início de seu trabalho remonta ao ano de 1996, quando aos 18 anos lança um boletim (que daria origem ao jornal Umbanda Sagrada) com o objetivo de unir a comunidade umbandista bauruense e desmistificar a religião na cidade. Com o passar do tempo, e com os primeiros objetivos atendidos, o boletim começou a trazer questões mais complexas em suas matérias, expandindo seus horizontes. Foi então que Barreira percebeu que era hora de um outro projeto, tão audacioso quanto o próprio nome : MACUMBA, Movimento de Ação Comunitária Umbandista, que tinha como meta desenvolver ações sociais e mostrar que a religião tinha o objetivo de apoiar o desenvolvimento das pessoas e da sociedade e não fazer mal , como muitos erroneamente acreditavam. Segundo o próprio Ricardo “ Se as pessoas aceitassem a MACUMBA, aceitar a Umbanda seria mais fácil”.

E a aceitação se deu. E com ela mais um passo no caminho de divulgar a Umbanda para o mundo:a criação da UmbandaFest , então com propósitos artísticos e culturais. OMACUMBA virou Instituto Sócio Cultural Umbanda Fest e o trabalho aumentou. Eventos, reportagens, trabalhos sociais, articulações políticas surgiram com a fundação do Instituto, responsável pela maior festa cultural das religiões afro-brasileiras, reunindo os maiores nomes artísticos da área.

Em paralelo, uma série de ações mobilizadoras se desenvolveram. A campanha “ Umbanda, eu visto esta camisa” virou febre em Bauru. Os umbandistas decidiram mostrar sua força e saíram às ruas com a camiseta do movimento. O propósito era claro. Se a religião pregava a paz, o amor, por que escondê-la? Em todos os lugares da cidade e via, e ainda se vê, pessoas passeando com o slogan no peito, e no coração.

Ricardo também decidiu ir aos jovens plantar a semente do respeito ao semelhante. Em escolas e faculdades, começou a dar palestras mostrando a Umbanda real, sem estigmas e mistérios.Sem buscar converter, os encontros, que acontecem até hoje, têm o objetivo de apresentar a única religião genuinamente brasileira. Como Barreira diz “Temos que mostrar a profunda ligação da Umbanda com a nossa cultura e tirar qualquer culpa dos jovens pela imagem errônea que carregam de nossos cultos”.

Além do caráter sociológico e antropológico, o pai-de-santo procura mostrar a outra face da Umbanda: a de real defensora da Natureza. A sustentabilidade, palavra hoje na moda, existe nos umbandistas há muito tempo, já que a Força de cada Orixá está na própria Natureza. Por essa razão, outra campanha foi para as ruas : “ Sou umbandista e respeito a Natureza”. Segundo Ricardo, esta é a terceira porta por onde a Umbanda se faz visível. As duas outras são as ações comunitárias e seu caráter artístico- cultural.

Questionado sobre os próximos passos, Ricardo Barreira apresenta seu novo projeto: o programa Axé Odara. Com estréia marcada para o dia 3 de Julho ele vai ao ar todos os sábados das 10h00 às12h00, na rádio Atitude ( 87,9 FM). Quem mora fora da região de Bauru pode acompanhar a emissão pela internet, através do endereço http://www.axeodara.com/.

Alguém duvida que vai ser mais um sucesso desse embaixador da paz?

18 Jun

A Secretaria de Estado da Saúde promove a partir da próxima segunda-feira, 21 de junho, uma semana inteira de atividades com objetivo de prevenir quedas entre a população idosa. A programação, que acontece até o dia 25, sexta-feira, acontece em celebração à Semana Mundial de Prevenção de Quedas das Pessoas Idosas (veja programação abaixo).

Tanto o Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG) quanto o Centro de Referência do Idoso (CRI) da Zona Norte terão simulação de casas adaptadas para os idosos e circuito de obstáculos, para mostrar como as residências podem ser mais seguras tirando um tapete do caminho e acendendo as luzes da casa à noite para se locomover, dentre outras medidas.

No IPGG os idosos que responderam a uma pesquisa sobre quedas vão participar das atividades. O objetivo é identificar o perfil do idoso caidor. Os idosos receberão uma cartilha com orientações e dicas para manter o equilíbrio.

Levantamento da Secretaria aponta que cerca de 9 mil idosos são internados por ano no Estado de São Paulo devido a fraturas de fêmur em decorrência de uma queda. A estimativa é de que ao menos 30% dos idosos paulistas acima dos 60 anos sofrem quedas ao menos uma vez por ano. Os números mostram os riscos aos quais os maiores de 60 anos estão expostos mesmo dentro de casa.

“É muito importante que os idosos se conscientizem sobre a importância de adotarem medidas preventivas simples para evitar quedas, que em alguns casos podem ser graves, levando a internações e também à morte”, diz Paulo Sérgio Pelegrino, diretor do IPGG.

Confira algumas dicas para a prevenção de quedas entre idosos: Leia Mais »

18 Jun
Comemorando o Dia dos Parques Nacionais
icon1 O GuaracYano | icon2 natureza | icon4 18/06/2010|

A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza e a TAM Linhas Aéreas uniram-se para comemorar o Dia dos Parques Nacionais, celebrado em 14 de junho. A parceria inclui ações exclusivas para passageiros da companhia aérea e sete pacotes de viagem para parques abertos à visitação. O objetivo é tornar a data mais conhecida, reforçando a importância das áreas naturais de proteção integral.

No dia 14 de junho, passageiros de 115 voos da TAM foram informados sobre o Dia dos Parques Nacionais e sobre a preocupação que as duas organizações têm com a conservação do patrimônio natural brasileiro. Nas aeronaves, que sobrevoam áreas próximas a parques, foram realizados sorteios de brindes da Fundação O Boticário.

As crianças também foram contempladas com a parceria. Junto a edição de junho da revista TAM Kids, estão sendo distribuídas máscaras produzidas pela Fundação O Boticário de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, que vivem nesses habitats, como onça-pintada, tamanduá-bandeira e arara-azul.

Durante todo o mês de junho, a TAM Viagens vai ofertar sete pacotes especiais para parques nacionais. Os destinos são Fernando de Noronha (PE), onde está localizado o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha; Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR); Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no nordeste de Goiás; Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no litoral do Maranhão; Parque Nacional da Chapada Diamantina, no litoral baiano. Outros destinos são a cidade do Rio de Janeiro, onde encontram-se os parques nacionais Tijucas e Serra dos Órgãos; e o Pantanal Norte, no Mato Grosso.

Os Parques Nacionais são unidades de conservação de proteção integral e têm como objetivo a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

As áreas de proteção integral, como os Parques Nacionais, são fundamentais para garantir a perpetuação de ambientes únicos, assim como animais e plantas que só existem naquela paisagem. São as áreas naturais protegidas também que garantem os recursos naturais essenciais para a manutenção da vida. “Os parques também possibilitam que a população tenha contato com a natureza, aprecie-a e ajude a preservá-la”, comenta a diretora executiva da Fundação O Boticário, Malu Nunes.

No Brasil, o Dia dos Parques Nacionais é comemorado em 14 de junho, data de aniversário do primeiro parque nacional brasileiro, o de Itatiaia, criado em 1937 e localizado na divisa dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

14 Jun

Parte da Coleção “A luta de cada um”, a obra “Pagu” conta a trajetória de mulher que lutou até o fim da vida contra dogmas e preconceitos

No dia 9 de junho seria o dia em que a escritora Pagu completaria 100 anos. A data representa a luta de uma mulher brasileira na luta pelos direitos iguais entre os sexos. Para celebrar, a Callis Editora apresenta o livro “Pagu”, da escritora Lia Zatz.

A trajetória de Pagu é contada por Telma, uma mulher humilde que sobrevive recolhendo e reutilizando coisas descartadas por outras pessoas. Até que um dia ela encontra uma sacola especial, que contém antigas cartas, fotos, documentos e pastas.

Reunindo os materiais, Telma reconstrói o mundo em que a escritora e jornalista Pagu viveu. A obra retrata São Paulo, no início do século XX, época em que ainda existia muito preconceito em relação à mulher. Com uma linguagem simples e informal, Telma mostra aos leitores de todas as idades a importância que Patrícia Galvão teve para a conquista dos direitos femininos.

O título faz parte da Coleção “A luta de cada um”, que também traz personagens como Ajuricaba, Chico Mendes, Irmã Dulce, Luiz Gama e Zumbi.

Serviço:

Livro Pagu

Callis Editora

Autor: Lia Zatz

Ilustração: Camila Mesquita

16 cm x 23 cm

96 páginas

Preço sugerido: R$ 26,90

14 Jun

São 35 anos de carreira, mais de 20 milhões de cópias de 18 discos vendidos no mundo, mais de 35 dias discos de platina e ouro e shows que excursionaram por mais de 20 países, com um público superior a 3 milhões de espectadores. Com toda essa experiência na bagagem, o compositor e instrumentista grego Yanni chega pela primeira vez ao Brasil com seu novo show “YANNI LIVE IN CONCERT”. As únicas apresentações no país do ícone da música new age acontecem no Credicard Hall (São Paulo), dias 21 e 22 de setembro, e no Citibank Hall/RJ (Rio de Janeiro), dia 24 de setembro.

A turnê “YANNI LIVE IN CONCERT” reúne as canções mais famosas das históricas apresentações no Taj Mahal (Índia), na Cidade Proibida (China) e na Acrópole (Grécia). Esta última apresentação ocorreu em 23 de setembro de 1993 no Herodes Atticus Theatre, ano em que era foi comemorado o aniversário de 2000 anos da Acrópole. Yanni foi o primeiro artista ocidental a se apresentar tanto no Taj Mahal, quanto na Cidade Proibida que resultaram no CD e DVD “Tribute” (1997).

Yanni já teve seus shows foram transmitidos pela televisão em mais de 40 países e alcançaram meio bilhão de pessoas. Suas composições também ganham repercussão mundial ao serem utilizadas em todas as Olimpíadas desde 1988.

As apresentações contarão com alguns dos melhores músicos do mundo, sendo que alguns deles com Yanni há mais de uma década. Está é uma oportunidade de se conhecer Yanni no seu melhor.Alguns dos músicos que acompanham Yanni: Samvel Yervinyan (violino), Victor Espinola (harpa paraguaia), Ming Freeman (teclados), Charlie Adams (bateria), Jason Carder (trompete).

Yanni nasceu em 1954 em Kalamata, na costa do Mediterrâneo da Grécia. O músico possui um irmão mais velho e uma irmã mais nova. Dividindo uma grande empatia pela música, a família passou muito tempo cantando e tocando.

Os pais de Yanni propiciaram um estilo de vida tipicamente grego para os filhos, ou seja, ele cresceu envolvido com a pesca, natação e indo à escola como todo garoto de sua cidade, porém, com uma exceção: Yanni nasceu para compor. Ainda criança, o músico ouvia às canções e simplesmente quis fazê-las saírem do piano. Aos seis anos de idade começou a tocar o piano e sentiu certa liberdade com as teclas. Temendo que essa sensação desaparecesse, optou por não fazer um curso regular de música. Leia Mais »

8 Jun

Imagens serão divulgadas no site da campanha a partir do dia 5 de junho, dia mundial do meio ambiente.

O que você está fazendo para cuidar do meio ambiente? Esta é a pergunta que as Nações Unidas colocaram a todos os brasileiros por meio da campanha ONU Verde, que foi lançada no 64º aniversário da Organização, festejado mundialmente em 24 de outubro 2009. A campanha contou com o apoio da MTV pública e também da TIM, que enviou mais de 10 milhões de torpedos SMS convidando seus clientes a participar.

Os participantes da campanha responderam à pergunta por meio de fotos e vídeos, acompanhados por um relato da ação de até 100 palavras. O material foi publicado pelo próprio participante no site www.onuverde.org.br. Todos os participantes receberam um certificado online com a frase “Eu faço a minha parte”.

A campanha ficou no ar até o dia 31 de maio de 2010 e registrou 1.190 fotos enviadas por participantes de norte a sul do país. No primeiro dia de junho, o Comitê de Seleção - composto por cinco representantes das agências e programas do Sistema ONU no Brasil - selecionou as dez fotos que melhor traduziram o tema da campanha. O resultado será divulgado no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

“A seleção não foi fácil, recebemos mais de mil fotos”, disse Giancarlo Summa, Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil. “A campanha foi um sucesso, demonstrando o interesse e a crescente sensibilidade dos brasileiros em relação à defesa do meio ambiente”. Leia Mais »

24 May
Argila que modela a história
icon1 O GuaracYano | icon2 Arte e Cultura | icon4 24/05/2010|

Lídia Raposo e seu marido, Terêncio Malaquias, são descendentes da tribo indígena macuxi, da Aldeia Raposo, em Roraima. A aldeia fica na cidade de Normandia, a 175 km da capital, Boa Vista (RR). E é na aldeia que o casal busca, sempre que precisa, a matéria prima de seu trabalho: a argila. Eles tratam, secam, peneiram, misturam, modelam e formatam, dando origem a utensílios e peças decorativas: panelas de barro, pratos, bules, cumbucas, cuscuzeiras e farinheiras.

Há mais de seis anos, esse é o principal sustento do casal, que tem cinco filhos. Lídia aprendeu a trabalhar com argila com a avó, na aldeia. “É uma tradição que passa de geração pra geração, de pai pra filho, de avó para neto”, disse ela.

E foi Lídia que ensinou o trabalho para o marido Terêncio. “Nós nos mudamos para a capital, onde ficamos mais perto dos clientes. Mas muitas pessoas na aldeia, principalmente as mulheres, fazem artesanato com argila na aldeia.” explica Terêncio.

O casal participará pela primeira vez do Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, que acontecerá em São Paulo, entre os dias 26 e 30 de maio. Eles estarão no espaço Saber Fazer, que foi criado para promover a cultura local e a troca de experiências aos roteiros turísticos e seus destinos. O projeto é coordenado e produzido pelo Ministério do Turismo (MTur) por meio da Coordenação de Produção Associada ao Turismo, em parceria com o Programa do Artesanato Brasileiro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No evento, eles farão uma demonstração de como trabalham. “O processo é totalmente manual e demorado. As peças precisam ser queimadas no forno à lenha e dependem do clima para ficarem prontas. Se não estiver chovendo, elas demoram três dias para secarem. Mas se o tempo estiver chuvoso, podem demorar semanas”, explica Terêncio.

“O Saber Fazer tem como objetivo promover a interatividade, o intercâmbio de experiências e o repasse de conhecimentos tradicionais dos modos de fazer artesanato no Brasil”, explica a coordenadora-geral da Produção Associada, Ana Cristina Façanha de Albuquerque. “A partir da demonstração das técnicas e dos processos produtivos mais expressivos da cultura local, os visitantes do Salão do Turismo vão poder conhecer de perto como é produzido o artesanato de tradição de mestres e artesãos com renome internacional”, disse ela.

No espaço Vivências pequenas oficinas serão oferecidas, onde o público poderá vivenciar a experiência de produzir uma peça com os artesãos.

Na última edição do Salão do Turismo, foram comercializados quase 5.000 produtos artesanais típicos, totalizando o valor de R$ 449.3 em vendas diretas, beneficiando as famílias de cerca de 600 artesãos, de 118 associações/cooperativas, localizadas em 150 municípios.

18 May

Recipientes em ouro para rituais especiais, pingentes cuidadosamente esculpidos, tecidos primorosos e adornos estonteantes. Esta preciosidade originária do Museo Del Oro, na Colômbia, estará pela primeira vez no Brasil. De 29 de maio a 22 de agosto, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, na capital paulista, recebe a exposição Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia.

Ao todo, haverá na mostra 250 artefatos em ouro e 40 objetos arqueológicos de cerâmica da coleção que é considerada a mais importante de ourivesaria pré-hispânica do mundo. As seis salas de exposição levarão o turista a uma deliciosa viagem pela cultura dos povos que ocuparam a antiga região da Colômbia.

A exposição da Pinacoteca abrange onze temas distintos, entre eles, a Gente Dourada (termo atribuído aos chefes indígenas que cobertos de ouro em pó lançavam oferendas em uma lagoa às divindades), os Animais Fantásticos (largamente explorados nas produções dos ourives pré-hispânicos), Abstração e Natureza (que se inspira na variada fauna colombiana) e Universo das Formas (um universo visual de imensa riqueza a partir de elementos como a linha reta, o círculo, o quadrado, o triângulo, o espiral, e suas combinações, deformações, reinterpretações e suas projeções no espaço).

Entre os destaques da mostra está um recipiente em ouro utilizado para guardar cal e também em rituais nos quais a cal era misturada à folha de coca para mascar. Esta foi uma das primeiras peças do museu colombiano. É proveniente do Médio Rio Cauca. Cultura Quimbaya 500 a.C. – 700 d.C. (24,5 cm X 7,2 cm). Além dos objetos serão exibidos filmes que demonstram os diferentes processos de ourivesaria. Leia Mais »

14 May

“O turista é fundamental em qualquer comunidade. Ele motiva, incentiva”. As palavras do sábio Griôt Valentino Conceição, contador de histórias e guarda das tradições do Quilombo do Campinho, em Paraty (RJ), traduzem a importância do turismo no resgate e valorização da cultura quilombola e na geração de renda para a comunidade.

O Quilombo do Campinho faz parte do projeto “Caiçaras, indígenas e quilombolas: construindo juntos o turismo cultural na região Costa Verde”, uma parceria entre o Ministério do Turismo (MTur) e a Associação dos Moradores do Campinho (Amoc).

O objetivo é estruturar e qualificar produtos e serviços turísticos de 24 comunidades das regiões de Paraty (RJ), norte de Ubatuba (SP) e sul de Angra dos Reis (RJ), por meio da valorização e do resgate dos saberes e fazeres tradicionais e do desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária – aquele protagonizado pela comunidade, principal beneficiada pela atividade turística.

“A organização do turismo na nossa comunidade é muito importante. Em uma região que vive praticamente do turismo, o Turismo de Base Comunitária é uma grande saída para população”, destaca o presidente da Amoc, Wagner do Nascimento.

Segundo Nascimento, os recursos buscados junto ao governo federal estão sendo utilizados tanto para debater como divulgar, estruturar e desenvolver o turismo na região.

A coordenadora geral de Projetos de Estruturação do Turismo em Áreas Priorizadas, Kátia Silva, ressalta que a ação consiste na formatação de um produto turístico competitivo relacionado com a realidade local, os interesses e valores da população, a diversidade cultural e as belezas naturais da região da Costa Verde.

Laura Maria dos Santos, membro da Amoc, conta que ações de resgate da cultura, culinária e dança estão sendo realizadas. Um exemplo é a dança de roda, conhecida como “Jongo”. “Nós fomos buscar companheiros em outros quilombos que resistiram como cultura jongueira. O Jongo é uma dança de roda que vem de toda região do Vale do Paraíba”, explica.

E o turista que visita a comunidade também entra na roda. Segundo Conceição, “as pessoas gostam, apreciam, alguns entram balançando na jongada”. O Griôt destaca ainda que os turistas têm curiosidade em saber sobre a cultura local. “Muitos não sabem como a farinha é produzida e falam: Nossa! É dessa maneira que se faz!”.

A gastronomia também está entre os pontos trabalhados pela comunidade. No restaurante do quilombo, o turista pode saborear a típica feijoada. A agricultora Adilsa da Conceição Martins garante que a comida é de qualidade. “Os alimentos utilizados no preparo das refeições do restaurante são colhidos na própria comunidade e não têm nenhuma intervenção química”.

Já a moradora do quilombo, Madalena Alves da Silva, adora receber os turistas em sua casa. “A minha família era grande, eu tive dez filhos, então estava sempre conversando com um e outro. Hoje em dia casaram, saíram todos”, conta.

Por meio do projeto, estão sendo realizadas ações de qualificação em Turismo Cultural, oficinas de saberes tradicionais, intercâmbios entre comunidades dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo e divulgação dos roteiros de turismo de base comunitária e do Fórum de Comunidades Tradicionais. Criado em julho de 2007, na região sul do estado do Rio de Janeiro e norte de São Paulo, o fórum é um espaço de fortalecimento, articulação e discussão entre as comunidades.

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