Em uma aldeia multiétnica montada no SESC Interlagos, o público poderá vivenciar rituais de canto e dança, apresentações e exposições. O evento que acontece entre os dias 18 e 22 de novembro, vai reunir 200 indígenas de cinco.
Entre os dias 18 e 22 de novembro (quarta a domingo), o SESC São Paulo, por meio da Gerência de Programas Sócio Educativos, organiza o “OKARA: Encontro com a cultura dos povos indígenas”. Realizado no SESC Interlagos, o encontro terá a presença de 200 indígenas das etnias Xavante, Terena, Karajá,! Guarani Mbyá e Kalapalo, reunidos em ocas formando uma aldeia multiétnica. Com programação diversificada, o encontro é aberto ao público, e tem intuito de interação e troca de experiências entre os povos.
O projeto surgiu a partir de uma proposta encaminhada pelo ITC (Comitê Inter-tribal Memória e Ciência Indígena), idealizada por Carlos e Marcos Terena, líderes indígenas deste mesmo comitê. Após reflexões sobre as experiências e valores do SESC, neste tipo de evento, a entidade se propôs a realizar o OKARA: ENCONTRO COM A CULTURA DOS POVOS INDÍGENAS.
No espaço de convivência, localizado dentro do SESC Interlagos, o público poderá vivenciar músicas, r! ituais de canto e dança, confecção de artesanato e comi das tradicionais, além de trocar experiências e conhecer o dia-a-dia desses povos. Sendo a Cidade de São Paulo erguida sobre solo Guarani, os Guarani Mbya, de Parelheiros, serão os anfitriões do evento.
Para que o projeto não se constitua somente num festival ou espetáculo, o SESC propôs um encontro de tradições regido pela dialética, que pode proporcionar às pessoas a arte do diálogo, da contraposição e contradição de idéias. O diferencial é a possibilidade do não-indígena vivenciar situações de contato direto com a Cultura Indígena, sem negar a questão da afirmação da Identidade Cultural de cada etnia.
O SESC-SP busca promover o pensamento e a cultura indígena; Divulgar a riqueza de ideais, os saberes e as belezas das culturas tradicionais; Proporcionar momentos de trocas de saberes entre indígenas e não-indígenas; Estimular a busca pela re-ligação do ser humano com a natureza.
A programação será pautada em torno das seguintes questões: O que eu vejo em você? O que você vê em mim? Que mudanças esse olhar pode nos trazer?
Desta forma, o SESC entende que as várias atividades proporcionarão ao público uma ação educativa potencialmente transformadora. O encontro de diversas culturas, devidamente contextualizado, poderá despertar a curiosidade sobre o outro e assim possibilitar o entendimento e respeito às diferenças além de produzir momentos de encontro entre diferentes culturas.
*OKARA: ponto de encontro da comunidade, praça central da aldeia - língua Guarani
LOCAL E DATA DE REALIZAÇÃO:
SESC Interlagos, de 18 a 22 de novembro de 2009. Quarta a domingo.
Das 9h às 17h
PARTICIPANTES: 200 indígenas, com idades entre 7 e 90 anos.
40 Kalapalo do Alto Xingu - Mato Grosso , falantes da lingua Karib
40 Terena da Aldeia Bananal-ipegue, município de Aquidauana - MS falantes do tronco lingüístico Aruak
40 Karajá da Aldeia Santa Isabel -Terra Indígena Karajá - São Felix do Aragua! ia/TO falantes da lingua Karajá /tronco Macro-Jê
40 Xavante - de Campinápolis - MT - falantes do tronco lingüístico Jê
40 Guarani Mbyá - de Parelheiros SP Falantes da familia linguística Tupi Guarani
INFRAESTRUTURA
O EVENTO SERÁ COMPOSTO PELOS SEGUINTES NÚCLEOS:
ALDEIA
OKARA*: arena e casa de rituais
ARTESANATO: local para exposição e venda
EXPOSIÇÃO: A cultura alto xinguana
POVOS CONVIDADOS:
GUARANI MBYA
Foi um dos primeiros povos indígenas a ter contato com os portugueses, resistindo a qualquer imposição em sua cultura. Habitam o Sudoeste do Paraná, Sudeste de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do! Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e M ato Grosso do Sul somando mais de 22.000 indígenas no Brasil. Vivem também no Paraguai e Argentina.
Do Tronco lingüístico Tupi, Tupi-Guarani. São divididos em três sub-grupos: Mbya, Kayowá e Ñandewa.
KARAJÁ
Habitantes seculares das margens do rio Araguaia nos estados de Goiás, Tocantins e Mato Grosso, os Karajá têm uma longa convivência com a Sociedade Nacional. O contato com a população branca se intensificou nos séculos XVI e XVII com a exploração de ouro e a expansão pecuária na região, ocasionando perdas físicas e culturais, o que, no entanto, não os impediu de manter costumes tradicionais do grupo como: a língua nativa (Macro-Jê), as bonecas de cerâmica, as pescarias familiares, os rituais como a Festa de Aruanã e da Casa Grande (Hetohoky), os enfeites plumários, a cestaria e artesanato! em madeira e as pinturas corporais, como os característicos dois círculos na face.
TERENA
O Mato Grosso do Sul abriga uma das maiores populações indígenas do país. Os Terena, por contarem com uma população bastante numerosa e manterem um contato intenso com a população regional, são o povo indígena cuja presença no estado se revela de forma mais explícita, seja através das mulheres vendedoras nas ruas de Campo Grande ou das legiões de cortadores de cana-de-açúcar que periodicamente se deslocam às destilarias para changa, o trabalho temporário nas fazendas e usinas de açúcar e álcool. Essa intensa participação no cotidiano sul-matogrossense favorece a atribuição aos Terena de estereótipos tais como “aculturados” e “índios urbanos”.
XAVANTE
Os Xavante tornaram-se famosos no Bras! il em fins da década de 1940, com a massiva campanha que o Estado Novo empreendeu para divulgar sua “Marcha para o Oeste”. A campanha promoveu a equipe do SPI (Serviço de Proteção aos Índios) por seu trabalho de “pacificação dos Xavante.” No entanto, o grupo local que foi “pacificado” pelo SPI em 1946 constituía apenas um dentre os diversos grupos xavante que habitavam o leste do Mato Grosso, região que o Estado brasileiro então procurava franquear à colonização e à expansão capitalista. Na versão Xavante, é importante notar, foram os “brancos” os “pacificados”. De meados da década de 1940 a meados da de 60, grupos xavante específicos estabeleceram relações pacíficas diversificadas com representantes da sociedade envolvente - representantes diferenciados entre si, incluindo equipes do SPI, miss! ionários católicos e protestantes.
KALAPALO
A vida social nas aldeias kalapalo - um dos quatro grupos de língua Karib que habita a região do Alto Xingu, englobada pela Terra Indígena do Xingu, varia de acordo com as estações do ano. Na estação seca, que se estende de maio a setembro, a comida é abundante e é tempo de realizar rituais públicos, que costumam contar com muita música e a participação de membros de outras aldeias. Na estação chuvosa, a comida torna-se escassa e a aldeia fecha-se nas relações entre as casas e os parentes. No contexto multiétnico do Parque Indígena do Xingu , os Kalapalo têm se destacado por uma participação ativa na vigilância de seus limites, evitando a invasão de fazendeiros vizinhos.
PROGRAMAÇÃO - ATIVIDADES
A Vida na Aldeia Multiétnica
De 18 a 22/11, das 10h às 12h e das 13h30 às 17h
Espaço e tempo para convivência, produção de alimentos e artesanato, ensaio de jogos, músicas, cantos e danças, treinos de esportes tradicionais, pinturas corporais, conversas e passeios.
Cozinha: mandioca cozida, batata doce cozida e assada, milho verde (como pamonha), amendoim, palmito assado com mel, tucunaré fresco moqueado no jirau, beiju, pequi cozido, mel, peixe assado no jirau, mandioca cozida e assada, batata doce cozida, Ãrutchú - Beiju de milho verde, abóbora, peixe assado no girau, carneiro e javali assados no girau, bolo de milho verde (tipo p! amonha), bebida doce de babaçú e mel
Artesanato: colares de placas de caramujo e outros, redes e esteiras, arcos e flechas, cestaria - cestas uarabahú, plumária - cocar, braçadeiras e outras peças, olaria - confecção de panelas e bonecas de barro, saia ijoró auná te uetana (saia talo de raposa), artesanato de barro, esteiras
Comportamento: pintura corporal, treino de lutas, brincadeiras
Encontro dos Ancestrais
De 18 a 22/11, das 10h às 12h e das 13h30 às 17h
Construção de uma grande Casa de Rituais que abrigará as cerimônias tradicionais de cada etnia.
Local: Terreiro da Casa de Rituais
OKARA
De 18 a 22/11, das 10h às 12h e das 13h30 às 17h
No terreiro que cerca Casa de Rituais, será possível participar de cerimônias, jogos, cantigas, danças e brincadeiras oriundas das etnias convidadas: Kihoxithi Kipae - Dança dos Homens, Xiputerenoe - Dança das mulheres, Ohocoti - Pajelança, Corrida de Troncos masculina e feminina, Arremesso de Lança, Cabo de Guerra, Dança Kwarìp, Dança Tsinhinhi - Festa do Macaco, Dança Tauaranauá - Festa do Peixe, Dança Yamurikumalu - Festa das Mu! lheres, Hagaka - Jawari, Uruá - Taquara, Ikindene - Luta Huka Huka, Agú Kaká - Brincadeira do Tronco, Katuga Íkugu - Bola de Mangaba, Corrida de Troncos - Kwarìp, Dança Orsa, Dança do Uobesé, Dança Uerron, Idiésu - Luta, Orsã Dehü - Guerra de Fogo, Uehü Dehü, Wananitobe -Dança Festa da Juventude, Daschiwaena - Dança Espiritual para pedir Cura, Daschiwaeõ - Dança para dar Nome ás Moças, Daschiwamahüre - Luta, Viwede, Arco e Flecha, Cerimônia do Fogo.
Local: Terreiro da Casa de Rituais - Campo de Areia
Encontro Arte Natureza
De 18 a 22/11, das 10h às 17h
Mostra e venda de arte e artesanato indígena, produzidas e inspiradas em elementos naturais com explicação de cada etnia.
Local: Recanto Infantil
Exposição de cultura Alto-Xinguana
De 18/11/2009 a 29/02/2010 das 9h30 às 17h
Exposição focada em traduções éticas e estéticas dos povos alto-xinguanos, “a generosidade com a propriedade é o que transforma o homem em ser humano”.
Mostra da cultura e tradição do complexo multiétnico do Alto Xingu, com fotografias, objetos e filmes das etnias locais.
Local: Hall de exposições da Sede Social
Encontro temático - o que eu vejo em você? O que você vê em mim?
Dia 19/10 das 9h30 às 11h: Mesa de Debate
Tema: Sociedades indígenas e reconhecimento
- Etnologia indígena
- Cultura indígena, reconhecimento e respeito
- Estatuto dos Povos Indígenas
- Cidadania diferenciada / integração baseada na diferença (e não na dominação)
- Multiplicidade da identidade brasileira
- Cultura da convivência do diverso / como viver junto para uma cultura da paz
Mediador indígena: Marcos Terena
Palestrantes: João Pacheco de Oliveira Filho - professor titular da UFRJ
Sylvia Cayubi Novaes - Livre docência pela USP
Arlete Pinheiro Schubert - Licenciada e bacharel em História
Fórum Indígena
19/10, das 14h às 16h
Troca de saberes e discussão sobre questões indígenas entre lideranças tribais.
Participação:
Marcos Terena - Líder Indígena Terena, Piloto de Aeronaves, Comunicador e Escritor Indígena, Articulador dos Direitos Indígenas na ONU. É membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz e da Cátedra Indígena Internacional.
Lisio Lili - Vice Presidente do ITC - Comitê Intertribal, Memória e Ciência Indígena
Timóteo Verá Popygua - Cacique da Aldeia Guarani Mbyã ,Tenonde Porã. Coordenador Geral da Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste -ARPIN - SUDESTE Giovana Acacia Tempesta- Graduada em Ciências Sociais (2001) e mestrado em Antropologia Social (2004) na Universidade Estadual de Cam! pinas e doutorado em Antropologia Social na UnB (2009). Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em Etnologia Indígena, focalizando especialmente os seguintes temas: historicidade, relações interétnicas, corporalidade. Trabalhou com os povos Wapichana e Macuxi, em Roraima, e Apiaká, no Mato Grosso e no Pará.
Mediação indígena - Severiá Idiorié- Pertence ao povo Karajá, Mato Grosso. Educadora, graduada em Letras pela Universidade Católica de Goiás-UCG, desenvolve projeto de educação escolar na aldeia Xavante Wederã, Mato Grosso.
Aberto ao público
Local: Teatro
SEU JOGO, MEU JOGO
Demonstrações de rituais esportivos de várias etnias e atividades realizadas por técnicos do SESC.
Local: Campo de Futebol
- Vivência de Arco e Flecha
21/11, às 14h
A modalidade Arco e Flecha, prática de utilizar um arco e flechas para atingir um alvo, teve origem na pré-história e até os dias de hoje é praticada tanto pelos povos indígenas como não indígenas.
Com a Federação Paulista de Arco e Flecha
Local: Campo de Futebol
- Jogo Exibição - Equipe Master Corinthians
22/11, às 10h
O SESC Interlagos reunirá os craques do futebol master do Corinthians para um jogo exibição, no qual o público poderá relembrar as grandes conquistas desta equipe. Após a apresentação da equipe master teremos uma apresentação do Jogo de Futebol dos Povos Indígenas e um jogo entre as duas equipes - master x indignas.
Local: Campo de Futebol
- Etapa Okara - Tênis
15/11, às 9h
Utilizando o jogo de origem britânica e bastante popular no Brasil nos últimos anos, o SESC Interlagos realiza o torneio mensal de tênis onde o objetivo será a integração e troca de experiências entre os participantes. Acima de 16 anos. Gratuito. 16 vagas.Local: Quadras de tênis
- Etapa Okara - Futebol Socity
15/11, às 9h
O SESC Interlagos realiza o torneio de futebol socity, promovendo a integração e participação de equipes formadas por trabalhadores do comércio e serviços, e os frequentadores da Recreação Orientada e equipes inscritas. Acima de 16 anos. Gratuito. 16 vagas.
Local: Campo Sintético
DOIS PONTOS DE VISTA
Mostra de produção cultural produzida por indígenas e não indígenas: teatro, literatura, dança e gastronomia.
- Dança dos Povos
21/11, às 11h30
A dança é uma expressão artística presente em todos os povos e em todas as culturas, desde a existência do ser humano. Através da dança demonstramos, com o corpo, aquilo que as palavras não podem nos dizer. Nesta atividade o público particpa de uma vivência na qual haverá uma troca de experiência e aprendizado entre os povos.
(Vivência convidando o grupo de Dança Intergeracional - apresentação de danças circulares)
Local: Praça Pau Brasil
- Raízes brasileiras
21/10 às 12h30
Muito antes dos portugueses chegarem, os índios já temperavam a história da culinária brasileira com seus ingredientes e costumes. Uma das contribuições indígena na culinária brasileira e a valorização do uso de raízes, a oficina trará a receita “Ri-ri”, espécie de pamonha de mandioca, envolta em folha de bananeira. A partir de 14 anos.
Inscrições: na central de atendimento
Local: Varanda da Ludoteca
- Histórias de Amar - Imaherô e outros contos
22/10, às 15h
Na peça, quatro narrativas de amor, duas da cultura ocidental e duas da cultura indígena, que apresentam como o amor foi tratado por várias culturas. Com Salamandra Teatro e Cia. Livre.
Local: Ludoteca
- Lendas Brasileiras
21/10, às 15h
Nessa contação de história, as lendas brasileiras de origem indígena, inigualáveis pela sua simplicidade poética.e pela poesia profundamente humana. O nosso folclore tem um sabor único, exclusivo, pronto para ser saboreado pelo paladar sedento de adultos e crianças cheios de imaginação. Com Cia Prosa dos Ventos. Livre.
Local: Ludoteca
ENCONTROS E PERSPECTIVAS EM TECNOLOGIAS DE ÁUDIO E VÍDEO
Atividades que visam abordar as diferenças e os encontros entre as perspectivas do uso das tecnologias indígenas e não-indígenas de formação de redes e do audiovisual
-Mostra Cineastas Indígenas
Curtas e médias-metragens produzidos por cineastas indígenas no contexto do projeto Vídeo nas Aldeias. Filmes das etnias Xavante, Hunikui, Kuikuro, Panará e Ashaninka. Confira a grade de exibição.
Etinia Xavante (1a sessão)
Dia 18/11, quarta, das 11h às 13h
· Wapté Mnhõnõ, Iniciação do Jovem Xavante
1999 / 56min.
Documentário sobre a iniciação dos jovens Xavante, realizado durante as oficinas de capacitação do projeto Vídeo nas Aldeias. A convite de Divino, da aldeia Xavante Sangradouro, 4 Xavantes e um Suyá realizam, pela primeira vez, um trabalho coletivo. Durante o registro do ritual, diversos membros da aldeia elucidam o significado dos segmentos deste complexo cerimonial.
· Wai´á Rini, O poder do sonho
2001 / 48min.
A festa do Wai´á, dentro do longo ciclo de cerimônias de iniciação do povo Xavante, é aquela que introduz o jovem na vida espiritual, no contato com as forças sobrenaturais. O diretor Divino Tserewahú vai dialogando com o seu pai, um dos dirigentes deste ritual, para revelar o que pode ser revelado desta festa secreta dos homens, onde os iniciandos passam por muitas provações e perigos.
Etnia Xavante (2a sessão)
Dia 18/11, quarta, das 13h30 às 15h
· TSÕ´REHIPÃRI, Sangradouro2
009 / 28min.
Em 1957, depois de séculos de resistência e de fuga, um grupo Xavante se refugiou na missão Salesiana de Sangradouro, Mato Grosso. Hoje rodeados de soja, com a terra e os recursos depauperados, eles mostram neste filme suas preocupações atuais em meio a todas as mudanças que vêm vivenciando.
· PI´ÕNHITSI, Mulheres Xavante sem Nome
2009 / 56min.
Desde 2002, Divino Tserewahú tenta produzir um filme sobre o ritual de iniciação feminino, que já não se pratica em nenhuma outra aldeia Xavante, mas desde o começo das filmagens todas as tentativas foram interrompidas. No filme, jovens e velhos debatem sobre as dificuldades e resistências para a realização desta festa.
Etnia Kuikuro
Dia 19, quinta, das 11h30 às 13h10
· Nguné Elü, O dia em que a lua menstruou
2004 / 28min.
Durante uma oficina de vídeo na aldeia kuikuro, no Alto Xingu, ocorre um eclipse. De repente, tudo muda. Os animais se transformam. O sangue pinga do céu como chuva. O som das flautas sagradas atravessa a escuridão. Não há mais tempo a perder. É preciso cantar e dançar para acordar o mundo novamente. Os realizadores kuikuro contam o que aconteceu nesse dia, o dia em que a lua menstruou.
· Imbé Gikegü, Cheiro de pequi
2006 / 36min.
É tempo de festa e alegria no Alto Xingu. A estação seca está chegando ao fim. O cheiro de chão molhado mistura-se ao doce perfume de pequi. Mas nem sempre foi assim: se não fosse por uma morte, o pequi talvez jamais existisse. Ligando o passado ao presente, os realizadores kuikuro contam uma estória de perigos e prazeres, de sexo e traição, onde homens e mulheres, beija-flores e jacarés constroem um mundo comum.
· KUHI IKUGÜ, Os Kuikuro se apresentam
2007 / 7min.
Os Kuikuro apresentam sua história, desde seus antepassados, passando pelos conflitos com os brancos, até as mudanças de suas vidas no mundo contemporâneo.
· Kahehijü Ügühütu, O manejo da câmera
2007 / 17min.
O cacique Afukaká, dos índios Kuikuro no Alto Xingu, conta a sua preocupação com as mudanças culturais da sua aldeia e seu plano de registro das tradições do seu povo, e os jovens cineastas indígenas narram a sua experiência neste trabalho.
HUNIKUI
Dia 20, sexta, das 13h às 15h10
· Xinã Bena, Novos tempos
2006 / 52min.
Dia-a-dia da aldeia Hunikui de São Joaquim, no rio Jordão no estado do Acre. Augustinho, pajé e patriarca da aldeia, sua mulher e seu sogro, relembram o cativeiro nos seringais e festejam os novos tempos. Agora, com uma terra demarcada, eles podem voltar a ensinar as suas tradições para seus filhos e netos.
· Huni Meka, Os Cantos do Cipó
2006 / 25min.
Uma conversa sobre cipó (aiauasca), ?miração? e cantos. A partir de uma pesquisa do professor Isaias Sales Ibã sobre os cantos do povo Hunikui, os índios resolvem reunir os mais velhos para gravar um CD e publicar um livro.
· Já me transformei em imagem
2008 / 32min.
Comentários sobre a história de um povo, feito pelos realizadores dos filmes e por seus personagens. Do tempo do contato, passando pelo cativeiro nos seringais, até o trabalho atual com o vídeo, os depoimentos dão sentido ao processo de dispersão, perda e reencontro vividos pelos Huni kui.
· Filmando Manã Bai
2008 / 18min.
Em 2007, o cineasta Zezinho Yube decide filmar a história de seu pai, o professor e pesquisador Huni kui Joaquim Maná. O projeto resultou no vídeo Manã Bai, A história de meu pai, selecionado pelo programa Revelando Brasis Ano II. Filmando Manã Bai é uma reflexão de Zezinho sobre o filme, o processo de realização, suas dificuldades e escolhas como cineasta e a delicada relação com seu personagem.
ASHANINKA
Dia 21/11, sábado, às 13h
http://www.videonasaldeias.org.br/2009/areas.php?t=7
· A gente luta, mas come fruta
2006 / 40min.
O manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka da aldeia APIWTXA no rio Amônia, Acre. No filme eles registram, por um lado, seu trabalho para recuperar os recursos da sua reserva e repovoar seus rios e suas matas com espécies nativas, e por outro, sua luta contra os madeireiros que invadem sua área na fronteira com o Peru.
· Caminho para a Vida, Aprendizes do Futuro, Floresta Viva
2004/26min.
Os três filmes relatam o manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka na sua comunidade no rio Amônia, Acre. “Caminho para a vida’ mostra a experiência de manejo de tracajás, espécie que se tornou escassa devido ao grande consumo dê seus ovos e sua carne. “Aprendizes do Futuro” mostra o trabalho de recuperação de solo degradado realizado com a participação das crianças da aldeia. “Floresta Viva” relata a experiência de consórcio de espécies realizada com a participação de toda a comunidade ! para proporcionar melhor alimentação a todos.
· No tempo das chuvas
2000 / 38min.
Crônica do cotidiano da comunidade Ashaninka na estação das chuvas a partir dos registros realizados durante a oficina na aldeia do rio Amônia no Estado do Acre. A cumplicidade entre os realizadores e os Ashaninka faz o filme ir além da mera descrição das atividades, refletindo o ritmo da aldeia e o humor de seus habitantes.
· Shomõtsi
2001 / 42min.
Crônica do cotidiano de Shomõtsi, um Ashaninka da fronteira do Brasil com o Perú. Professor e um dos videastas da aldeia, Valdete retrata o seu tio, turrão e divertido.
PANARÁ
Dia 22/11, domingo, das 14h às 16h
· Kiarãsâ Yõ Sâty, O amendoim da cutia
2005 / 51min.
O cotidiano da aldeia Panará na colheita do amendoim, apresentado por um jovem professor, uma mulher pajé e o chefe da aldeia.
· Prîara Jõ, Depois do ovo, a guerra
2008 / 15min.
As crianças Panará apresentam s! eu universo em dia de brincadeira na aldeia. O tempo da guerra acabou, mas ainda continua vivo no imaginário das crianças.
· De volta à terra boa
2008 / 21min.
Homens e mulheres Panará narram a trajetória de desterro e reencontro de seu povo com seu território original, desde o primeiro contato com o homem branco, em 1973, passando pelo exílio no Parque do Xingu, até a luta e reconquista da posse de suas terras.
· Para os nossos netos
2008 / 10min.
Personagens e realizadores Panará traçam comentários sobre o processo de criação dos filmes O Amendoim da Cutia e Depois do Ovo, a Guerra e o uso do vídeo em sua comunidade.
- Curtas e Vídeo nas Aldeias na Internet
De 18 a 22/11, das 10h30 às 17h, exceto no horário de cursos e oficinas. Internet Livre
Exibição de curtas disponíveis na Internet produzidos por cineastas indígenas de diversas etnias no contexto do projeto Vídeo nas Aldeias.
- Laboratório Audiovisual
De 18 a 22/11, das 10h às 21h.
Dispositivo de Visão: experiência de encontro entre máquinas e olhares.
Instalação de um laboratório de edição de vídeo, na composição de uma equipe de captação de registros audiovisuais composta por técnicos indígenas, não indígenas, e na produção de pequenos vídeos e registros audiovisuais que serão disponibilizados em um videoblog. Com grupo do CTEME, da Unicamp. Coordenação de Chico Caminati.
Local: Quiosque do Viveiro, Aldeia e Casa de Rituais
- Roda de Debate: Perspectivas indígenas e não-indígenas sobre as tecnologias audiovisuais
Dia 22/11, às 11h30
Com falas de pesquisadores e realizadores indígenas e não-indígenas que se debruçam sobre o tema das diferentes perspectivas sobre o uso do audiovisual e das possibilidades de encontro e convivência entre as tecnologias. Debate aberto ao público, com participação do professor Laymert Garcia dos Santos, os cineastas Vincent Carelli, Zezinho Yube e Caimi Waiassé Xavante e outros pesquisadores que trabalham com o tema.
Local: Casa de rituais
- Oficina de videoblog
Dias 18, 21 e 22/11, das 14h às 16h
Aprenda a criar blogs e publicar vídeos e fotos na Internet, a partir de registros captados no encontro Okara. Inscrições na Internet Livre. Grátis.
CALENDÁRIO GERAL
Terça feira dia 17/11
Cerimônia da Água no Rio Tietê.
No dia 17 de novembro, como parte integrante da programação do evento OKARA- Encontro com a Cultura dos Povos Indígenas, acontecerá o ritual de purificação do rio Tietê, entre 12h e 12h30. Os pajés e caciques das cinco etnias, entre eles uma Pajé mulher (Terena) - Guarani Mbya, Kalapalo, Karajá, Terena e Xavante, irão trazer ! a água do rio Xingu e Araguaia para jogar no rio Tietê com o objetivo de ajudar a limpar as águas do rio. Além dos pajés estarão presentes representantes das etnias. Durante o ritual serão realizadas rezas e danças.
Os anfitriões do ritual serão os Guaranis Mbyá, pois além de serem de São Paulo, lembrarão que a cidade foi construída em cima de solo guarani, e o próprio rio Tietê leva no nome essa raiz.
Quarta feira 18/11 - SESC Interlagos
Abertura a partir das 19h.
Cerimônia do Fogo Sagrado 20h30
Programação de abertura:
Convidados:
19h - Abertura da exposição Alto-xinguana.
Local: Sede Social
Público em geral:
20h30- Cerimônia do Fogo sagrado
Local: Terreiro e Casa de Rituais
Quinta feira dia 19/11 - SESC Interlagos
9h30 às 11h: Mesa de Debate; 14h às 16h: Fórum Indígena
Atividades com visitação de grupos escolares, manhã e tarde
Sexta feira dia 20/11 - SESC Interlagos
Atividades com visitação de público geral
Atividades com visitação de grupos escolares, manhã e tarde
Sábado dia 21/11 - SESC Interlagos
Atividades com visitação de público geral
Domingo dia 22/11 - SESC Interlagos
Atividades com visitação de público geral
Encerramento do evento
Serviço:
Ingressos na abertura: 18/11
Venda a partir das 19h
Comerciários matriculados e dependentes - Grátis
Promoção meia-entrada para os demais públicos - usuários, visitantes e estudantes- R$ 1,50
Idosos a partir de 60 anos- Grátis
Ingressos nos outros dias do evento - De 19 a 22/11
Comerciários e dependentes - Grátis
Preço de portaria - De R$ 1,50 a 7,00
Idosos a partir de 60 anos - Grátis
Estacionamento - R$ 7,00
SESC Interlagos
Av, Manuel Alves Soares, 1100 - Parque Colonial - São Paulo - SP
Horário de funcionamento: quarta a domingo e feriado, das 9h às 17h
Tel: 11 5662 9500
Dias 11 a 25/11 - SESC fechado
www.sesc.org.br