O conceito de sustentabilidade pode ser entendido através de três grandes pilares: equilíbrio ambiental, justiça social e viabilidade econômica. Em outras palavras é o desenvolvimento da instituição com respeito ao meio ambiente, valorizando as pessoas e conquistando assim um melhor desempenho econômico.
Estudos são feitos para diagnosticar onde e como devem ocorrer mudanças para introduzir uma cultura sustentável na organização. Um plano de ações é construído e implantado com mudança interna e o comprometimento dos funcionários e suas lideranças, que assumem as responsabilidades diante essa nova realidade.
Uma vez que a atitude foi tomada e os resultados obtidos, a empresa vai então comunicar aos seus diversos públicos o compromisso assumido e os resultados de suas políticas sustentáveis.
Vale lembrar, no entanto, que não é muito comum se comunicar também de maneira sustentável. Ou seja, falar de sustentabilidade através de atitudes sustentáveis.
Surge aí uma oportunidade para as empresas e com isso novos hábitos deverão ser colocados na prática, como organizar melhor as reuniões evitando saídas desnecessárias e estimulando maior integração das pessoas com a tecnologia, usar cada vez menos documentos impressos e quando for imprescindível seu uso, buscar gráficas certificadas pelo FSC (organização que promove práticas responsáveis de manejo de florestas, certifica áreas e produtos florestais), sem deixar de lado a responsabilidade com a geração de resíduos.
Valorize as idéias de toda equipe e divulgue bons exemplos e melhores práticas.
Na hora de organizar um evento da empresa priorize espaços ao ar livre e durante o dia evitando gastos de energia. Ao montar a equipe trabalhe também com pessoas com deficiências, misture pessoas de vários estados e estilos e diversifique os gêneros. Procure por serviços de Buffet Orgânicos. Se for distribuir algum material ou brinde, valorize os produtos que sigam as regras da ecoeficiência e produção de cooperativas artesanais que beneficiam comunidades carentes. E pra fechar, um cuidado importante com o lixo, que deve ter o destino certo, procure, portanto, por uma ONG especializada e separe o reciclado do comum.
A coerência da comunicação e da realidade sustentável da sua empresa serão garantias do sucesso
No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a “descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não
soubesse lidar com as emoções.”
A ciência começa o novo milenio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual.Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma Nova Era no mundo dos negócios.
Drª DanaZohar - Oxford
No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado “Ponto de Deus” no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.
O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.
Afirma Dana: “A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual”.
Aos 57 anos, Dana vive em Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford.
É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Leia Mais »
A Fundação SOS Mata Atlântica realiza um bate papo online com o cantor Lenine por meio da comunidade Conexão Mata Atlântica. A idéia é promover uma conversa descontraída sobre as andanças do artista pela Mata Atlântica e sua paixão pelas orquídeas. O evento acontece dia 21 de julho, quarta-feira, às 15h, com transmissão ao vivo na comunidade. O evento é gratuito e pode ser acompanhado através do site http://www.conexaososma.org.br.
Basta se cadastrar na comunidade Conexão Mata Atlântica (www.conexaososma.org.br) e confirmar a presença (virtual) utilizando o RSVP presente na página do evento. No dia e horário do bate-papo, acesse a página AO VIVO para conferir a transmissão simultânea da conversa. Quem quiser também poderá ajudar a entrevistar o Lenine, enviando as perguntas antecipadamente por texto ou por vídeo, na comunidade ou participando do chat durante o evento.
A Conexão Mata Atlântica surgiu do desejo de formar uma comunicação mais ativa com todas as pessoas que se interessam por questões ligadas à sustentabilidade e assim promover a comunicação entre estas pessoas e criar uma rede onde possam trocar informações e ganhar conhecimento.
Para estimular esse intercâmbio de conhecimentos, são realizados eventos virtuais sobre os mais diversos temas. No evento inaugural, por exemplo, foi entrevistado Pedro Passos, fundador da empresa Natura e vice-presidente da SOS Mata Atlântica, que discorreu sobre a importância e expectativas para a Conexão Mata Atlântica. Em seguida, Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica falou, diretamente de Brasília, sobre as alterações no Código Florestal. No dia 22 de junho, Aretha Medina, coordenadora do Programa Clickarvore, falou sobre os 10 anos do Programa e suas modificações. E, no último dia 08, Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação, Mariana Machado, coordenadora do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica e Monica Fonseca, coordenadora de Serviços Ecossistêmicos da Conservação Internacional que participou via chat, falaram sobre as Reservas Particulares: ações, resultados e desafios. Todos os vídeos dos eventos estão disponíveis na comunidade, caso você não tenha acompanhado.
Geografias mudam. Alguma dúvida? Então vejamos. Alguém, nos anos 80, diria que a China se tornaria uma das maiores potências econômicas do planeta ou que a Índia seria grande exportadora de tecnologia? Ou que a América do Sul sediaria os dois maiores eventos esportivos do mundo em uma mesma década?
Mesmo no território brasileiro,vocações de regiões, estados e cidades mudam sem nenhum tipo de constrangimento. No passado, as religiões de matriz africana estavam mais ligadas ao Rio de Janeiro e Bahia. Hoje o cenário é diferente. E o maior exemplo é Bauru, no interior de São Paulo.A cidade que tem 360.000 habitantes e cujo lema é “ Sentinela Alerta”, apresenta-se como um importante pólo irradiador da cultura afro-brasileira e da tolerância religiosa. Se a lei municipal 10.639, aprovada em 2009, dedicou o dia 15 de novembro à comunidade umbandista de Bauru, o UmbandaFest evento de cunho cultural e educacional que existe há 5 anos e recebe a cada edição centenas de pessoas de todas as regiões do Brasil foi o grande responsável por inserir a cidade paulista no cenário religioso.
Todas essas conquistas são resultados de um trabalho persistente e planejado do babalorixá Ricardo Barreira que carrega como credenciais o fato de ser Umbandista, Sacerdote do Templo de Umbanda Cacique Thunan,Fundador do Instituto Sócio Cultural Umbanda Fest e Presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo “Reino de Oxalá”.
Aos 32 anos,esse paulista, pai de duas meninas, é também palestrante e apresentador de rádio. O início de seu trabalho remonta ao ano de 1996, quando aos 18 anos lança um boletim (que daria origem ao jornal Umbanda Sagrada) com o objetivo de unir a comunidade umbandista bauruense e desmistificar a religião na cidade. Com o passar do tempo, e com os primeiros objetivos atendidos, o boletim começou a trazer questões mais complexas em suas matérias, expandindo seus horizontes. Foi então que Barreira percebeu que era hora de um outro projeto, tão audacioso quanto o próprio nome : MACUMBA, Movimento de Ação Comunitária Umbandista, que tinha como meta desenvolver ações sociais e mostrar que a religião tinha o objetivo de apoiar o desenvolvimento das pessoas e da sociedade e não fazer mal , como muitos erroneamente acreditavam. Segundo o próprio Ricardo “ Se as pessoas aceitassem a MACUMBA, aceitar a Umbanda seria mais fácil”.
E a aceitação se deu. E com ela mais um passo no caminho de divulgar a Umbanda para o mundo:a criação da UmbandaFest , então com propósitos artísticos e culturais. OMACUMBA virou Instituto Sócio Cultural Umbanda Fest e o trabalho aumentou. Eventos, reportagens, trabalhos sociais, articulações políticas surgiram com a fundação do Instituto, responsável pela maior festa cultural das religiões afro-brasileiras, reunindo os maiores nomes artísticos da área.
Em paralelo, uma série de ações mobilizadoras se desenvolveram. A campanha “ Umbanda, eu visto esta camisa” virou febre em Bauru. Os umbandistas decidiram mostrar sua força e saíram às ruas com a camiseta do movimento. O propósito era claro. Se a religião pregava a paz, o amor, por que escondê-la? Em todos os lugares da cidade e via, e ainda se vê, pessoas passeando com o slogan no peito, e no coração.
Ricardo também decidiu ir aos jovens plantar a semente do respeito ao semelhante. Em escolas e faculdades, começou a dar palestras mostrando a Umbanda real, sem estigmas e mistérios.Sem buscar converter, os encontros, que acontecem até hoje, têm o objetivo de apresentar a única religião genuinamente brasileira. Como Barreira diz “Temos que mostrar a profunda ligação da Umbanda com a nossa cultura e tirar qualquer culpa dos jovens pela imagem errônea que carregam de nossos cultos”.
Além do caráter sociológico e antropológico, o pai-de-santo procura mostrar a outra face da Umbanda: a de real defensora da Natureza. A sustentabilidade, palavra hoje na moda, existe nos umbandistas há muito tempo, já que a Força de cada Orixá está na própria Natureza. Por essa razão, outra campanha foi para as ruas : “ Sou umbandista e respeito a Natureza”. Segundo Ricardo, esta é a terceira porta por onde a Umbanda se faz visível. As duas outras são as ações comunitárias e seu caráter artístico- cultural.
Questionado sobre os próximos passos, Ricardo Barreira apresenta seu novo projeto: o programa Axé Odara. Com estréia marcada para o dia 3 de Julho ele vai ao ar todos os sábados das 10h00 às12h00, na rádio Atitude ( 87,9 FM). Quem mora fora da região de Bauru pode acompanhar a emissão pela internet, através do endereço http://www.axeodara.com/.
Alguém duvida que vai ser mais um sucesso desse embaixador da paz?