24 May
Argila que modela a história
icon1 O GuaracYano | icon2 Arte e Cultura | icon4 24/05/2010|

Lídia Raposo e seu marido, Terêncio Malaquias, são descendentes da tribo indígena macuxi, da Aldeia Raposo, em Roraima. A aldeia fica na cidade de Normandia, a 175 km da capital, Boa Vista (RR). E é na aldeia que o casal busca, sempre que precisa, a matéria prima de seu trabalho: a argila. Eles tratam, secam, peneiram, misturam, modelam e formatam, dando origem a utensílios e peças decorativas: panelas de barro, pratos, bules, cumbucas, cuscuzeiras e farinheiras.

Há mais de seis anos, esse é o principal sustento do casal, que tem cinco filhos. Lídia aprendeu a trabalhar com argila com a avó, na aldeia. “É uma tradição que passa de geração pra geração, de pai pra filho, de avó para neto”, disse ela.

E foi Lídia que ensinou o trabalho para o marido Terêncio. “Nós nos mudamos para a capital, onde ficamos mais perto dos clientes. Mas muitas pessoas na aldeia, principalmente as mulheres, fazem artesanato com argila na aldeia.” explica Terêncio.

O casal participará pela primeira vez do Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, que acontecerá em São Paulo, entre os dias 26 e 30 de maio. Eles estarão no espaço Saber Fazer, que foi criado para promover a cultura local e a troca de experiências aos roteiros turísticos e seus destinos. O projeto é coordenado e produzido pelo Ministério do Turismo (MTur) por meio da Coordenação de Produção Associada ao Turismo, em parceria com o Programa do Artesanato Brasileiro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No evento, eles farão uma demonstração de como trabalham. “O processo é totalmente manual e demorado. As peças precisam ser queimadas no forno à lenha e dependem do clima para ficarem prontas. Se não estiver chovendo, elas demoram três dias para secarem. Mas se o tempo estiver chuvoso, podem demorar semanas”, explica Terêncio.

“O Saber Fazer tem como objetivo promover a interatividade, o intercâmbio de experiências e o repasse de conhecimentos tradicionais dos modos de fazer artesanato no Brasil”, explica a coordenadora-geral da Produção Associada, Ana Cristina Façanha de Albuquerque. “A partir da demonstração das técnicas e dos processos produtivos mais expressivos da cultura local, os visitantes do Salão do Turismo vão poder conhecer de perto como é produzido o artesanato de tradição de mestres e artesãos com renome internacional”, disse ela.

No espaço Vivências pequenas oficinas serão oferecidas, onde o público poderá vivenciar a experiência de produzir uma peça com os artesãos.

Na última edição do Salão do Turismo, foram comercializados quase 5.000 produtos artesanais típicos, totalizando o valor de R$ 449.3 em vendas diretas, beneficiando as famílias de cerca de 600 artesãos, de 118 associações/cooperativas, localizadas em 150 municípios.

18 May

Recipientes em ouro para rituais especiais, pingentes cuidadosamente esculpidos, tecidos primorosos e adornos estonteantes. Esta preciosidade originária do Museo Del Oro, na Colômbia, estará pela primeira vez no Brasil. De 29 de maio a 22 de agosto, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, na capital paulista, recebe a exposição Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia.

Ao todo, haverá na mostra 250 artefatos em ouro e 40 objetos arqueológicos de cerâmica da coleção que é considerada a mais importante de ourivesaria pré-hispânica do mundo. As seis salas de exposição levarão o turista a uma deliciosa viagem pela cultura dos povos que ocuparam a antiga região da Colômbia.

A exposição da Pinacoteca abrange onze temas distintos, entre eles, a Gente Dourada (termo atribuído aos chefes indígenas que cobertos de ouro em pó lançavam oferendas em uma lagoa às divindades), os Animais Fantásticos (largamente explorados nas produções dos ourives pré-hispânicos), Abstração e Natureza (que se inspira na variada fauna colombiana) e Universo das Formas (um universo visual de imensa riqueza a partir de elementos como a linha reta, o círculo, o quadrado, o triângulo, o espiral, e suas combinações, deformações, reinterpretações e suas projeções no espaço).

Entre os destaques da mostra está um recipiente em ouro utilizado para guardar cal e também em rituais nos quais a cal era misturada à folha de coca para mascar. Esta foi uma das primeiras peças do museu colombiano. É proveniente do Médio Rio Cauca. Cultura Quimbaya 500 a.C. – 700 d.C. (24,5 cm X 7,2 cm). Além dos objetos serão exibidos filmes que demonstram os diferentes processos de ourivesaria. Leia Mais »

14 May

“O turista é fundamental em qualquer comunidade. Ele motiva, incentiva”. As palavras do sábio Griôt Valentino Conceição, contador de histórias e guarda das tradições do Quilombo do Campinho, em Paraty (RJ), traduzem a importância do turismo no resgate e valorização da cultura quilombola e na geração de renda para a comunidade.

O Quilombo do Campinho faz parte do projeto “Caiçaras, indígenas e quilombolas: construindo juntos o turismo cultural na região Costa Verde”, uma parceria entre o Ministério do Turismo (MTur) e a Associação dos Moradores do Campinho (Amoc).

O objetivo é estruturar e qualificar produtos e serviços turísticos de 24 comunidades das regiões de Paraty (RJ), norte de Ubatuba (SP) e sul de Angra dos Reis (RJ), por meio da valorização e do resgate dos saberes e fazeres tradicionais e do desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária – aquele protagonizado pela comunidade, principal beneficiada pela atividade turística.

“A organização do turismo na nossa comunidade é muito importante. Em uma região que vive praticamente do turismo, o Turismo de Base Comunitária é uma grande saída para população”, destaca o presidente da Amoc, Wagner do Nascimento.

Segundo Nascimento, os recursos buscados junto ao governo federal estão sendo utilizados tanto para debater como divulgar, estruturar e desenvolver o turismo na região.

A coordenadora geral de Projetos de Estruturação do Turismo em Áreas Priorizadas, Kátia Silva, ressalta que a ação consiste na formatação de um produto turístico competitivo relacionado com a realidade local, os interesses e valores da população, a diversidade cultural e as belezas naturais da região da Costa Verde.

Laura Maria dos Santos, membro da Amoc, conta que ações de resgate da cultura, culinária e dança estão sendo realizadas. Um exemplo é a dança de roda, conhecida como “Jongo”. “Nós fomos buscar companheiros em outros quilombos que resistiram como cultura jongueira. O Jongo é uma dança de roda que vem de toda região do Vale do Paraíba”, explica.

E o turista que visita a comunidade também entra na roda. Segundo Conceição, “as pessoas gostam, apreciam, alguns entram balançando na jongada”. O Griôt destaca ainda que os turistas têm curiosidade em saber sobre a cultura local. “Muitos não sabem como a farinha é produzida e falam: Nossa! É dessa maneira que se faz!”.

A gastronomia também está entre os pontos trabalhados pela comunidade. No restaurante do quilombo, o turista pode saborear a típica feijoada. A agricultora Adilsa da Conceição Martins garante que a comida é de qualidade. “Os alimentos utilizados no preparo das refeições do restaurante são colhidos na própria comunidade e não têm nenhuma intervenção química”.

Já a moradora do quilombo, Madalena Alves da Silva, adora receber os turistas em sua casa. “A minha família era grande, eu tive dez filhos, então estava sempre conversando com um e outro. Hoje em dia casaram, saíram todos”, conta.

Por meio do projeto, estão sendo realizadas ações de qualificação em Turismo Cultural, oficinas de saberes tradicionais, intercâmbios entre comunidades dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo e divulgação dos roteiros de turismo de base comunitária e do Fórum de Comunidades Tradicionais. Criado em julho de 2007, na região sul do estado do Rio de Janeiro e norte de São Paulo, o fórum é um espaço de fortalecimento, articulação e discussão entre as comunidades.

11 May
Você não é mas sua obra é
icon1 O GuaracYano | icon2 Acontece, Arte e Cultura | icon4 11/05/2010|

Paulo Cesar Pinheiro é uma lenda viva. Suas composições foram interpretadas por nomes como Elis Regina, Elizeth Cardoso, Simone, Clara Nunes, com quem foi casado, e Maria Bethania. Teve como parceiros de criação Baden Powell, João de Aquino, Francis Hime, Dori Caymmi, Antônio Carlos Jobim, Ivan Lins, Edu Lobo, Mauro Duarte, João Nogueira, Guinga, Toquinho e Eduardo Gudin. Em 2002, foi premiado, juntamente com Dori Caymmi, com um Grammy Latino na categoria de “Melhor Canção Brasileira.

O que nem todo mundo sabe, no entanto, é que Pinheiro tem alguns livros publicados. Em sua última obra, Historias Das Minhas Canções, pela Editora Leya Brasil, lançado este ano e já nas livrarias, o compositor dedica um capítulo ao caboclo Guaracy e à Filosofia Guaracyana. A partir da página 237 do livro, o autor conta como conheceu o Templo Guaracy e seu babalorixá Carlos Buby. Menciona, com emoção, suas passagens na Mataganza. Primeiramente em uma gira de caboclos e depois em uma noite do “ Sarau Guaracyano”, onde se apresentou. As conversas, as emoções vividas e o símbolo da filosofia esculpido em uma pedra verde que recebeu de presente e cuja foto ilustra o capítulo, fizeram Paulo Cesar compor uma canção em homenagem ao Caboclo Guaracy , que foi lançada pela cantora e Iyalorixá Glória Bonfim.

Todo o processo criativo e as curiosidades sobre esta canção são narradas, de forma muito pessoal, nesse capítulo.

Leitura obrigatória para quem é apaixonado pela MPB e pela obra de Paulo Cesar Pinheiro, que também escreveu diversas músicas para a televisão e que se tornaram trilha de novelas e minisséries como “A escrava Isaura”, “Tenda dos milagres”, ‘Padre Cícero”, “Sítio do Pica-pau amarelo” e “Castelo Rá-Tim-Bum”.

Em tempo, o título da matéria pode ser entendido na leitura do capítulo…Não deixe de ler.

10 May
Retratando e cantando
icon1 O GuaracYano | icon2 Acontece | icon4 10/05/2010|

A luz e a beleza de cada indivíduo podem ser retratadas de várias maneiras. Pinturas, fotografias, livros biográficos são as ferramentas mais comuns que os artistas utilizam. O compositor e cantor Carlos Buby usou de seu talento e optou pela música como forma de eternizar pessoas e situações. Em seu último show, Retratos Cantados, Buby apresentou no Clube Guapira, no último dia 02 de maio, as novas composições que ,juntamente com seus sucessos consagrados, fizeram o público sair das poltronas e dançar.

Os ritmos e arranjos brasileiros continuam sempre presentes nas apresentações. Houve no entanto, dois pontos altos no espetáculo. O primeiro, quando o cantor chamou ao palco as irmãs Galvão, que completam neste ano 63 anos de carreira e cantaram para o público alguns de seus sucessos. O segundo foi a apresentação da nova canção em homenagem a Santa Sara Kali, protetora dos ciganos. Com um figurino especial, uma iluminação única e um arranjo tipicamente gipsy, Carlos Buby deixou o auditório eufórico com a música e a coreografia apresentadas.

O próximo show ainda não tem data marcada, mas acompanhe no site da Batoke as novidades.

7 May

O portal da revista Living Alone publicou um depoimento de Luciana Franco sobre o Templo Guaracy e a Filosofia Guaracyana.

A revista, voltada para jovens urbanos entre 25 e 40 anos e reconhecida por suas matérias focadas em estilo de vida e carreira, abriu um espaço para falar de espiritualidade e Umbanda. De uma forma muito pessoal e leve, Luciana conta aos internautas e leitores como descobriu a Umbanda ( ela foi estudante de Antropologia), como conciliou seus valores sagrados ( com formação católica, casou-se com um judeu que praticava zen budismo) e como conheceu o Templo Guaracy e sua própria mediunidade.

Franco também aborda as diversas perspectivas da Umbanda e da Filosofia Guaracyana, tais como a dimensão Sagrada da Natureza, a arte como manifestação espiritual , o respeito aos Mestres de Luz e o combate ao preconceito.

O artigo que tem como título “Pergunte pro seu orixá” , verso de uma canção de Vinícius de Moraes e Toquinho, é encerrado com os versos do Feiticeiro Negro, do compositor e babalaô Carlos Buby : “É hora de dançar para o rei Nagô!” É hora de cantar o que Zumbi ensinou: Oju obá o zaze ê!”.

Nada mais apropriado!

Para ler o artigo na íntegra, acesse: http://portalalone.terra.com.br/acontece?categoria=5

5 May

Um dos assuntos de maior destaque na mídia nas últimas semanas tem sido a campanha de vacinação contra a H1N1. No inverno, com as temperaturas mais baixas, passamos mais tempo em lugares fechados. Este ambiente é favorável para a contaminação por vários tipos de vírus de gripe.

Vitaminas, minerais e fitoquímicos presentes nos alimentos, se consumidos regularmente, podem estimular o sistema imunológico. Não devem faltar na dieta também grãos integrais, hortaliças e frutas (preferência às orgânicas), além de nozes e sementes.

Alimentos fontes de vitamina C – laranja, limão, melão, abacaxi, tangerina, morango – também devem ter destaque. A vitamina C fortalece o sistema imunológico, tornando o corpo mais resistente a gripes e resfriados.

Alimentos específicos importantes na imunidade

Óleo de coco: Rico em ácido láurico e caprílico, o óleo de coco possui atividade antiviral e antibacteriana. De efeito imunomodulador, pode ser usado em sucos, shakes ou vitaminas.

Alho: Fonte de alicina, estimula a resposta imunológica, prevenindo as gripes comuns no inverno. Use amassado no feijão, sopas ou, se preferir, cápsulas de óleo de alho.

Shitake: Contem lentinana, um potente imunoestimulante.

Leite Fermentado: Por ser fonte de probióticos, recupera a microbiota intestinal e fortalece o sistema imunológico.

Couve, Cenoura, Tomate: O betacaroteno, um antioxidante presente nesses alimentos, combate as infecções e estimula células imunológicas.

Gengibre: Reduz a inflamação e a dor. Adicione a raiz a chás e a sucos como o de melancia e o de maracujá.

Suco verde: Fonte de zinco, ferro e vitamina C, nutrientes antioxidantes que reforçam o sistema imunológico.

Mel: Ação bactericida e antisséptica. Bom coadjuvante no tratamento de problemas pulmonares e da garganta. Contém substâncias que agem como antibióticos naturais. Tem ação prebiótica, agindo beneficamente sobre a microbiota intestinal.

Própolis: Fonte de flavonóides, que auxiliam no combate às doenças que atacam o homem. Atua como “antibiótico natural”.

Geléia Real: Estimula o sistema imunológico e combate as infecções de vírus e bactérias.

Outros cuidados como lavar as mãos ou utilizar um produto para higienizá-las, são importantes para a prevenção da contaminação pela gripe.

Fonte: Flávia Morais, Nutricionista Mundo Verde Franquia