Por Rodrigo Queiroz
“Todo quadrante dinâmico, sob a lua crescente, laureado pelo trabalho, conduzirá à Luz”.
- Pai Buby -
A Umbanda, como tudo nesta era moderna da globalização e múltiplas ferramentas de comunicação, vêm sofrendo profundas renovações e determinantes influências que a primeiro momento altera o “velho padrão” e que, na verdade, promove a tal pregoada evolução.
Por muito tempo venho ensaiando este texto, pois não conseguia definir se o escrevia como um artigo jornalístico meramente informativo e “neutro”, leia-se: frio. Ou se eu me permitia narrar minha experiência pessoal, sensações, emoções e conclusões de pesquisa e vivência. Ou seja, um texto vibrante e caloroso!
Tentei por várias vezes a primeira opção e agora cansado de tentar venho transcrever o que gostaria de falar pessoalmente.
Em Novembro de 2007 foi notícia uma extensa matéria na Revista Época, sobre Pai Buby como “re-inventor da Umbanda” e o Templo Guaracy. Tal reportagem trazia à tona “uma” Umbanda sofisticada, moderna e… como posso dizer… “invejável”.
A matéria foi comentada e debatida em grupos virtuais, escutei muitas pessoas sobre esta reportagem e tive contato com todo tipo de opinião e, de forma soberana, predominava a opinião de que aquela Umbanda que Pai Buby propunha era demasiadamente “chic”, fora dos “padrões” de simplicidade que a Umbanda manifesta ou coisa do tipo.
Então me questionava, por que o diferente, o inovador, o empreendedor é sempre visto com “cara feia”? Confesso que achei estranho alguns trechos da reportagem, mas me chamou muito a atenção a dimensão que “aquela” Umbanda tomava e o núcleo que ela penetrava, ou seja, os abastados. Me alertei com uma declaração de uma entrevistada que é freqüentadora do Templo Guaracy que disse o seguinte: “Não entraria em um terreiro diferente deste”. Ela está se referindo aos terreiros da periferia, escondidos, mal tratados. Por fim, esta reportagem da Época, dando ênfase a estas questões, criou um mal estar na comunidade Umbandista. Guardei a entrevista, achei interessante e o tempo passou.
No início de 2008 recebi um mailing sobre o lançamento do Cd de Carlos Buby “Terra de Deus Repentista”, pela gravadora Batoke; era ele, Pai Buby, achei interessante, liguei na gravadora para marcar uma entrevista para a Revista Umbanda Sagrada. Paralelo a isso, eu e Ricardo Barreira (Umbanda Fest) iniciávamos o programa diário de rádio Voz da Umbanda; era o ano do Centenário Umbandista e muitas atividades e planos estavam sendo realizados. Enfim, a Umbanda Fest trouxe o show de Carlos Buby para o evento cultural “Revelando São Paulo”. Nesta ocasião entrevistamos Buby na rádio e também pela TV Umbanda Sagrada. Isso aconteceu numa sexta feira e sábado, no domingo o Templo Guaracy completava 35 anos de atividade. Eu estive lá. Leia Mais »