Muita gente sabe que a Grécia foi o berço do pensamento ocidental. Cada Poli (cidade-estado) tinha seus sábios que debatiam livremente suas idéias acerca do universo e do homem. Filosofia, Religião e Ciências não eram disciplinas separadas. Elas compunham o saber humano. Daí teoremas matemáticos terem sido postulados por filósofos que entendiam igualmente de plantas, espiritualidade, física e medicina. Afinal, tudo era vida.
Séculos se passaram e a Igreja, poder teocrático durante a Idade Média, elegeu seus sacerdotes como os únicos sábios que deviam, separando o homem do resto da Natureza, em uma pretensa e pseudo superioridade da raça humana, explicar o mundo a partir de dogmas criados em Concílios, punindo todo pensamento divergente.
Mas como transformações são inevitáveis e sistemas fechados tendem a sofrer rupturas, essa visão da realidade foi substituída por outra, tão perigosa quanto a anterior. Nessa nova perspectiva, chamada de Ciência, tudo o que era relacionado ao sentir deveria ser abolido. Só se podia confiar naquilo que se via e no que se podia observar em laboratório. Na hierarquia das ciências, toda aquela que não podia ser expressa em um modelo matemático ocupava uma posição menos nobre. A palavra espiritualidade passou a ser vista com sarcasmo e a natureza como um sistema à disposição do homem para interesses econômicos e financeiros.
Mas a história, sempre impiedosa e amoral, se repete e esse modelo, tal como o anterior, vem se desestruturando.
Para aqueles que observam o zeitgeist, o espírito de nosso tempo, fica a a grande pergunta : O que virá agora?
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